Publicado · · Equipa DeJeito
n8n vs Make vs Zapier: qual escolher para uma PME
Comparação prática entre n8n, Make e Zapier para pequenas empresas: forma de cobrança, autoalojamento, IA, curva de aprendizagem e controlo dos dados. Quando usar cada um.
n8n, Make e Zapier fazem, no essencial, a mesma coisa: ligar aplicações e executar passos automaticamente quando algo acontece. Mas diferem na forma como cobram, onde ficam os seus dados e na facilidade de construir fluxos complexos. Esta é a comparação que fazemos com cada cliente antes de escolher.
Resumo rápido
| n8n | Make | Zapier | |
|---|---|---|---|
| Modelo | Fair-code (Sustainable Use License) | Serviço na nuvem | Serviço na nuvem |
| Autoalojamento | Sim | Não | Não |
| Cobrança na nuvem | Por execuções de fluxo | Por créditos / operações | Por tarefas |
| Editor | Tela de nós | Tela visual de módulos | Passos em lista |
| Código personalizado | JavaScript e Python | Limitado | Limitado (passos de código) |
| IA | Nós de agente e LLM nativos | Módulos de IA e agentes | Passos de IA e agentes |
| Curva de aprendizagem | Média | Média | Baixa |
Os preços mudam com frequência; confirme sempre as páginas oficiais.
Zapier: o mais fácil para começar
O Zapier é o mais simples de usar e o que tem mais integrações. Para fluxos lineares (“quando chegar um formulário, cria uma linha e envia-me um e-mail”) é muito rápido. O senão: cobra por tarefa, ou seja, por cada ação executada, e com volume ou fluxos de muitos passos o custo sobe depressa. Também não pode ser alojado no seu servidor.
Escolha-o se: tem poucos fluxos, simples, e quer montá-los sozinho.
Make: visual e flexível
O Make permite fluxos com ramificações, ciclos e transformações numa tela muito visual. O modelo de cobrança por operações (agora em créditos) costuma ser mais económico do que o Zapier para fluxos com vários passos. É uma ferramenta na nuvem, sem opção de autoalojamento.
Escolha-o se: precisa de lógica mais rica do que o Zapier e uma solução na nuvem lhe serve.
n8n: controlo e escala
O n8n pode ser usado na nuvem ou alojado no seu próprio servidor, por exemplo na UE. Na nuvem cobra por execução completa do fluxo, não por cada passo, o que favorece os fluxos longos. Permite escrever código quando é preciso e tem nós nativos para construir agentes de IA com memória e ferramentas.
Atenção à licença: o uso interno na sua empresa é livre, mas há restrições se quiser revender o n8n como serviço. E autoalojá-lo implica manter um servidor (atualizações, cópias de segurança).
Escolha-o se: se preocupa com o local onde os dados são processados, tem volume, ou precisa de agentes de IA e lógica complexa.
E a IA?
As três plataformas permitem chamar modelos de IA para classificar e-mails, extrair dados de faturas ou redigir respostas. A diferença está no controlo: o n8n facilita definir agentes com ferramentas próprias e escolher o fornecedor do modelo. Em qualquer caso, o que importa é o desenho: o que a IA faz, o que não faz e quem revê.
A nossa recomendação
Usamos o n8n por defeito porque nos permite alojar os fluxos na UE e crescer sem que o custo dispare. Mas se já trabalha com Make ou Zapier e funciona, não faz sentido migrar só por migrar: construímos sobre o que já tem.